Ex-integrante das bandas TNT e Cascavelletes, o ainda muito jovem Flávio Basso começa sua incursão solo pelo folk sob o pseudônimo de Woody Apple. Porém em pouco tempo já estaria eletrificando seu som, transformando-se em Júpiter Maçã. Um ano após, gravaria o seu primeiro álbum, o psicodelíssimo “A 7ª Efervescência”, uma estrondosa estréia no final de 1996, ganhando grande destaque nos principais jornais culturais do Brasil. Trazia com ele, como compositor original, entre outros, clássicos como “Um lugar do caralho” (gravado por Wander Wildner) e Miss Lexotan 6mg Garota (gravado pelo IRA!, em 1999).
Com o passar da década seguinte, o disco foi eleito o maior e mais expressivo disco de rock do Sul do Brasil de todos os tempos e também entre os 100 maiores álbuns de música brasileira da história, pesquisa feita pela revista Rolling Stone. Em 1999 segue com o delicado e bossanovista “Plastic Soda”, premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), a partir dai passou também a assinar como Júpiter Apple. Assegurou ainda mais sua notoriedade entre aqueles que buscam o novo, a vanguarda e o fator eclético dentro de um conceito. Em 2002 lança o cultuadíssimo “Hisscivilization”, pelo selo inglês Voice Print. Paixão arrebatadora entre os fetichistas da música fin de siècle. Dá uma respirada e homenageiam suas próprias raízes em “Bitter” (2007), com blues, folk rock e “músicas de pirata”.
Em 2008 lança o já tão apreciado virtualmente “Uma tarde na fruteira”, lançado também na Europa pelo selo espanhol Elephant Records. A obra, neo-tropicalista, celebra de ponta a ponta quase tudo que possa se entender por brasillis music, segundo a crítica alemã: “Uma adorável mistura de Mutantes, Tom Jobim, Tom Zé, The Beatles, Beach Boys, Caetano Veloso e outros mestres. Tudo isso com uma sonoridade anárquica acompanhada por flautas que lembram o aproximar dos cisnes ao lago”. A aura em torno do artista assim como em seus shows pode nos remeter por exemplo ao excêntrico mix de Françoise Hardy, Serge Gainsbourg, Marlene Dietrich, Frank Sinatra, Nico, Iggy Pop, atmosfera circenses soturnas, cabaret e pós punk.
Júpiter Maçã é constantemente citado por artistas de renome nacional e internacional como referência. Sua essência criativa é imprevisível, instigante, magnética, elegante, vanguardista e genuinamente “sem fronteiras”. Residindo em São Paulo e Porto Alegre, o Mr. Maçã lança o single “Modern Kid”, que esteve concorrendo ao VMB de 2009 na categoria videoclipes do ano. Em 2010 lançou o videoclipe da música “Calling all Bands” na MTV.
O ano de 2011 foi especial. Às vésperas de completar 25 anos de carreira, Júpiter Apple gravou um DVD ao vivo no Bar Opinião, em Porto Alegre, repleto de participações como Lúcio Vassarath (sitar), Hique Gomes (violino), Bibiana Graeff (acordeon), Nei Van Soria, antigo colega de Cascavelettes, e o Conjunto Bluegrass Portoalegrense, e começou a produção de seu novo álbum, previsto para 2012, além de uma coletânea em 3 volumes que será lançada na Europa.
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